
A cobertura do PL-SC, do G1, da CBN e do Post TV converge no essencial: em 1 de agosto, na Arena Opus, em Sao Jose, o partido homologou Jorginho Mello para a reeleição, Adriano Silva (Novo) para vice, e Carlos Bolsonaro e Carol de Toni para o Senado. O ato reuniu lideranças e milhares de apoiadores e consolidou uma aliança de centro-direita ampla.
Jorginho foi o eixo estadual da convenção. A mensagem de campanha publicada no Instagram celebrou a lotação, a unidade do PL e a chapa ao Senado. O governador também chega com uma vantagem objetiva: dois levantamentos divulgados no fim de julho registraram 52,8% para ele e 20,3% para Joao Rodrigues, em campos realizados entre 22 e 24 de julho. Projeção: Jorginho parte como favorito, mas a eleição pode ser nacionalizada pela família Bolsonaro e ficar mais competitiva no segundo turno.
Flavio Bolsonaro foi o principal vetor nacional. Em conteúdo republicado de seu perfil, agradeceu a recepção e falou em lutar por um Brasil melhor. No palanque, pediu voto para a Presidência, defendeu redução de impostos e maior rigor penal. O episódio abriu uma frente jurídica: a propaganda eleitoral só é permitida a partir de 16 de agosto, embora especialistas divirjam sobre pedidos feitos em convenções e alertem para o alcance de transmissão e redes sociais. Ganho político e mobilização; risco, transformar o evento em notícia sobre possível propaganda antecipada.
Carol de Toni apresentou a face mais ideológica da chapa. No discurso, associou-se a Carlos – “quem é Carlos é Carol” – Já o candidato Carlos falou em perseguição à direita e em libertar Jair Bolsonaro.
Carlos, por sua vez, foi oficializado e chamado ao palco por Flávio; no material publico localizado, não aparece uma fala autoral equivalente. A dupla fortalece a marca Bolsonaro, mas também confirma a tensão com aliados: em fevereiro, a União Progressista ameaçara retirar apoio a Jorginho se os dois nomes fossem lançados.
Jessé Lopes ocupa a faixa mais combativa do PL: oficializou a reeleição a deputado estadual, recebeu apoio de Flavio e foi descrito como alinhado a Jorginho e a pautas de família, infância e segurança. Marcelo Reis tenta ampliar o alcance da legenda: em seu próprio Instagram, o médico apresentou-se como candidato a deputado federal e falou em responsabilidade, trabalho e compromisso. São duas linguagens eleitorais: militância ideológica e credencial de gestão.
A leitura final e clara: o PL saiu unido no palco e forte na largada, mas a aposta simultânea em Jorginho, na dupla para o Senado e no projeto presidencial de Flavio exige converter entusiasmo digital em votos sem perder aliados nem abrir flancos jurídicos.
Partidos que compõem a coligação PL.
- PL
- NOVO
- Podemos
- Republicanos
- Democracia Cristã (DC)























