
Por Joacir Dal Sotto *
Eu peço para parar e você não para. Eu tento deixar e você não deixa eu partir. Eu peço por favor para parar e você não para. Eu digo para não citar e não envolver terceiros, mas você não deixa. Uma hora vamos morrer, uma hora vamos matar, uma hora será tarde para você voltar atrás.
Vivemos coisas da morte, da triste realidade da vida. Um dia tudo começa e um dia tudo acaba, negou o nosso amor e chegou o nosso fim, faz parte do caminho.
É preciso morrer para viver de novo e estamos infelizes na caminhada conjunta, é preciso novos rumos e novos desafios, é preciso bem mais que bloquear, quem sabe morrer seja o destino de todos.
Lembre que falei da necessidade do silêncio, do respeito, da condição de deixar o outro descansar quando o outro diz que está cansado e precisa de um tempo.
Eu envolvo os mortos e os vivos, mas os vivos fazem mais que os mortos e os mortos atormentam os vivos, é preciso esquecer os mortos e não perseguir os vivos.
Mas é isso mesmo, vamos matar para não morrer, vamos viver para matar, vamos matar na busca da proteção, vamos vencer toda maldição, mas eu acabo de morrer para você, vai buscar outro idiota antes que a sombra que nos consome possa nos destruir por completo. Adeus.
* Corretor de imóveis, escritor e filósofo.












