Home / Local / Poço artesiano na comunidade de Macacos entra na fase final de implantação e atenderá cerca de 30 famílias

Poço artesiano na comunidade de Macacos entra na fase final de implantação e atenderá cerca de 30 famílias

Sistema de abastecimento contará com dois reservatórios com capacidade de dez mil litros cada, além de quatro quilômetros de rede de distribuição que beneficiará diretamente os moradores

Os serviços de implantação do novo sistema de abastecimento de água na localidade de Macacos, na Estrada da Lomba de São Francisco, interior do município, entraram na fase final. A prefeita Carmen Zanotto esteve na comunidade, na última semana, para vistoriar os serviços executados, acompanhar o andamento da obra e ouvir outras demandas apresentadas pelos moradores, entre elas a necessidade de melhorias nas estradas rurais. O novo sistema de abastecimento beneficiará diretamente cerca de 30 famílias, o equivalente a aproximadamente 150 pessoas.

A estrutura é composta por um poço artesiano, dois reservatórios com capacidade total de 20 mil litros e aproximadamente quatro quilômetros de rede de distribuição, que levarão água até os hidrômetros instalados em cada propriedade. A ligação do hidrômetro até as residências, no entanto, será de responsabilidade dos moradores.

O poço foi perfurado com apoio do Consórcio Intermunicipal Serra Catarinense (Cisama) e recursos provenientes de emenda parlamentar destinada pela prefeita Carmen Zanotto quando exercia mandato como deputada federal. Em parceria com a comunidade, também foi construída a base que receberá os reservatórios garantidos pela prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Águas e Saneamento (Semasa) e da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca.

Conforme explica a prefeita Carmen, a obra atende uma reivindicação antiga dos moradores e resolverá os frequentes problemas de desabastecimento enfrentados pela comunidade. “Esse é mais um grande programa da nossa gestão e toda essa estrutura levará água com mais qualidade para a nossa população do interior. A implantação efetiva dessa rede trará a resolução de um problema que se arrastava há muitos anos com o desabastecimento e o consumo de água não tratada, levando mais dignidade às famílias que vivem da agricultura familiar “, afirma a prefeita.

De acordo com a diretora-presidente da Semasa, Paula Granzotto, o novo sistema foi dimensionado para atender todas as famílias da comunidade contempladas pelo projeto. “São quatro quilômetros de tubulação, ligando o poço aos reservatórios e, destes, aos hidrômetros das propriedades. Paralelamente, a Semasa também está trabalhando na implantação de outros quatro poços nas localidades de Rancho de Tábuas, Entrada do Campo, Índios e Santa Terezinha do Boqueirão”, explica Paula.

A única etapa pendente para o início da operação desse poço de Macacos é a ligação da rede elétrica que alimentará o sistema de bombeamento da estrutura. De acordo com o secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Pesca, Ronaldo Duarte, o serviço será executado pela Celesc. “Como o poço foi perfurado em uma área onde não existe uma rede elétrica adequada, a Celesc fará a ampliação da rede para possibilitar o funcionamento do sistema de bombeamento. A previsão é de que esse serviço seja concluído em até dois meses. Toda a parte operacional de responsabilidade da prefeitura já foi finalizada e, além do poço e toda a tubulação da rede de água, também já instalamos o poste padrão da Celesc, faltando somente a ligação na rede elétrica”, informa.

Novo sistema de abastecimento atenderá reivindicação histórica da comunidade

A implantação do novo sistema de abastecimento coloca fim a uma espera de muitos anos dos moradores da localidade de Macacos. Antes da perfuração do poço, a água era captada em uma nascente situada a aproximadamente oito quilômetros da comunidade e distribuída por uma tubulação com mais de quatro décadas de uso, frequentemente comprometida pela ação do tempo e de animais silvestres.

Segundo a produtora rural e liderança comunitária, Cleusa Muniz, os moradores acompanharam todas as etapas da obra, desde a perfuração do novo poço até a instalação da rede de distribuição e dos hidrômetros nas propriedades. “Fazia muitos anos que a gente esperava por esse poço, porque já sofremos muito com o problema da água”, relata.

Além do consumo doméstico, a escassez de água também comprometia a principal atividade econômica de diversas famílias da comunidade: a produção leiteira. Cleusa conta que, em sua propriedade, a produção diária é de cerca de 40 litros de leite e que a falta de água dificultava a higiene dos animais e o manejo do rebanho, ocasionando prejuízos. “Nossa lida é com o leite e, sem água, não conseguíamos fazer nada. Já aconteceu de precisarmos soltar os terneiros, comprar medicamentos para tratar os animais e ficar sem fazer a ordenha das vacas. Foi uma calamidade para quem depende da produção rural”, relata.

Ela ainda recorda que um dos períodos mais difíceis enfrentados pela comunidade foi durante a pandemia da Covid-19. À época, a nascente utilizada para abastecimento secou, deixando diversas famílias sem água por um longo período. Na ocasião, a Semasa e o Corpo de Bombeiros realizaram o fornecimento emergencial com caminhões-pipa, mas a água distribuída não era potável. “Foi um período de muito sofrimento, porque sem água não dá para fazer o mínimo, não dá para viver. Quem podia comprava água na cidade, e quem não podia fervia a água do açude para beber. Hoje, graças a Deus e à prefeita Carmen, vamos ter água de qualidade chegando às nossas torneiras”, diz ela, esperançosa com o novo sistema de abastecimento.

Mais investimentos: SALTA-z será revitalizado em quatro localidades do interior

Além da implantação e recuperação de sistemas de abastecimento de água, a Prefeitura de Lages prepara a revitalização das estruturas da Solução Alternativa Coletiva Simplificada de Tratamento de Água (SALTA-z) nas localidades de Entrada do Campo, Potreiros, Mirantes e Manfroi. A previsão é de que as obras comecem dentro de aproximadamente um mês, iniciando pela unidade da Entrada do Campo.

O SALTA-z é uma tecnologia brasileira desenvolvida para pequenas comunidades e funciona como uma miniestação de tratamento de água. O sistema utiliza filtros com zeólita para remover impurezas, ferro, manganês e outros elementos presentes na água, passando ainda pelas etapas de decantação, filtração e desinfecção química antes da distribuição.

Outra ação prevista é a implantação do Projeto de Potabilização de Água por Ultrafiltração (PURA) em comunidades rurais afastadas. O projeto é uma parceria da Semasa com o Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV/Udesc). A iniciativa busca ampliar o acesso à água potável em localidades rurais que ainda não são atendidas pelo sistema público de abastecimento.

A ultrafiltração é uma tecnologia que utiliza membranas especiais capazes de funcionar como uma barreira física, retendo impurezas, bactérias e outros microrganismos presentes na água. Após esse processo, a água recebe a etapa de desinfecção, garantindo que atenda aos padrões de qualidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde para o consumo humano. Nesta primeira etapa, os sistemas estão sendo instalados nos fundos do bairro Caroba, próximo ao bairro Boqueirão, e também na localidade de Santa Terezinha do Salto, levando uma solução moderna e segura para o tratamento da água destinada ao consumo humano.

Texto: Silviane Brum

Fotos: Marcos Heitor de Carvalho e Fábio Pavan

Ajude a compartilhar

ANUNCIE SUA EMPRESA AQUI!

Quer divulgar sua marca, produto ou serviço para mais pessoas?