
por Marciano Corrêa
Encontro reuniu profissionais da rede municipal para apresentar ações voltadas à garantia de direitos de crianças e adolescentes e ao fortalecimento dos vínculos familiares
O Instituto Paternidade Responsável (IPR) realizou, na sexta-feira (23), em Rio Rufino, um encontro de apresentação e abertura dos trabalhos com profissionais da rede de atendimento do município. A atividade ocorreu no Centro do Idoso, anexo à Prefeitura de Rio Rufino, e teve como objetivo apresentar iniciativas desenvolvidas pela instituição em Lages, com destaque para o projeto Um Olhar para o Adolescente – Além da Sala de Aula.
A proposta busca ampliar o diálogo entre os profissionais da rede de atendimento e fortalecer ações de proteção, cidadania e desenvolvimento social de crianças e adolescentes. “Entre as iniciativas previstas estão o levantamento de casos de crianças e adolescentes que não possuem o nome do pai no registro de nascimento, contribuindo para a identificação de situações que necessitam de orientação e encaminhamento para o reconhecimento da paternidade”, comentou a mediadora do Instituto Rita Lang.
O trabalho também prevê a realização de Círculos de Cultura de Paz com profissionais da rede, pais, mães e estudantes. A metodologia busca promover espaços de escuta, diálogo e reflexão, contribuindo para a prevenção de conflitos, a melhoria das relações familiares e o fortalecimento da convivência na comunidade escolar.
A experiência desenvolvida em Lages servirá como referência para a apresentação da proposta em Rio Rufino, considerando a importância da atuação integrada entre os serviços e os profissionais que acompanham crianças, adolescentes e suas famílias. “a equipe sempre atua nas cidades do Estado, mas sempre levamos a outros municípios o trabalho de referência desenvolvido por nós”, disse a presidente do IPR, a advogada Idivânia Biachin.
Com a iniciativa, o Instituto Paternidade Responsável reforça a importância da articulação entre as políticas de atendimento e da construção de estratégias que promovam o desenvolvimento integral dos adolescentes, a responsabilidade parental e a cultura de paz. Para a psicóloga Adriana Tomazoni ouvir é o remédio. “A escuta é o ponto-chave do projeto”, completou.
O encontro marca o início das articulações para o desenvolvimento das ações no município, aproximando a instituição dos profissionais da rede e ampliando as possibilidades de trabalho conjunto em defesa dos direitos de crianças e adolescentes.

























