
Iniciativas fortalecem vínculos familiares, garantem o direito à filiação e promovem escuta e orientação de adolescentes no ambiente escolar
Com 23 anos de atuação junto às famílias, o Instituto Paternidade Responsável (IPR) mantém atualmente dois importantes projetos que têm em comum uma mesma estratégia: atuar na raiz dos problemas, promovendo escuta, orientação, prevenção e fortalecimento dos vínculos familiares e sociais.
De um lado, está o trabalho de Reconhecimento de Paternidade, que busca garantir às crianças e adolescentes o direito fundamental de conhecer e ter reconhecida sua filiação. De outro, o projeto “Um Olhar para o Adolescente – Além da Sala de Aula”, que desenvolve ações voltadas à convivência, cidadania, relações sociais e à construção de uma Cultura de Paz.
No trabalho de reconhecimento de paternidade, as famílias são acolhidas durante as audiências, onde têm a oportunidade de ser ouvidas, receber orientações e compreender a importância da regularização da filiação. O processo busca, acima de tudo, assegurar à criança o direito à identidade, ao vínculo familiar e à proteção decorrente do reconhecimento da paternidade.
A atuação vai além de um procedimento jurídico. O Instituto conta com uma equipe multidisciplinar, que procura compreender as diferentes realidades familiares e contribuir para que o processo seja conduzido de maneira humanizada.
“Nosso trabalho é para que a criança sofra cada vez menos o impacto da irresponsabilidade dos pais. Quando conseguimos promover o reconhecimento da paternidade, estamos contribuindo para garantir um direito da criança e, ao mesmo tempo, fortalecendo os vínculos familiares”, destaca a presidente do Instituto Paternidade Responsável, Idivania Bianchin.
Escuta como ferramenta de transformação
No projeto “Um Olhar para o Adolescente – Além da Sala de Aula”, a metodologia também parte da escuta. Por meio dos Círculos de Cultura de Paz, adolescentes são convidados a falar sobre suas experiências, relações, conflitos, sentimentos e desafios vivenciados dentro e fora da escola.
A proposta considera que muitos dos problemas enfrentados pelos jovens não podem ser analisados apenas a partir do desempenho escolar. Por isso, o projeto busca compreender o adolescente em sua integralidade, levando em conta sua realidade familiar, social e comunitária.
Sempre que possível, professores e pais também são envolvidos no processo. A participação desses diferentes atores permite ampliar o olhar sobre as situações vivenciadas pelos estudantes e construir caminhos coletivos para prevenção de conflitos e fortalecimento da convivência.
A metodologia dos círculos cria um espaço de diálogo no qual os adolescentes podem ser protagonistas da própria fala. Mais do que apontar problemas, a iniciativa procura construir possibilidades de resolução, respeito às diferenças, responsabilidade e convivência pacífica.
Dois projetos, uma missão
Embora atuem em públicos e situações diferentes, os dois projetos desenvolvidos pelo IPR possuem um ponto de convergência: ouvir para transformar.
No reconhecimento de paternidade, a escuta contribui para aproximar famílias e garantir à criança um direito fundamental. No trabalho com adolescentes, ouvir significa compreender os conflitos antes que eles se agravem e criar espaços para que os próprios jovens possam refletir sobre suas escolhas e relações.
A presença de uma equipe multidisciplinar amplia essa atuação e permite que as demandas sejam observadas sob diferentes perspectivas, fortalecendo o atendimento às famílias e às comunidades escolares.
Ao longo de seus 23 anos, o Instituto Paternidade Responsável consolidou uma atuação voltada à promoção de direitos e ao fortalecimento das relações familiares. Os projetos atualmente em andamento reafirmam essa trajetória e demonstram que prevenir, orientar e ouvir podem ser ferramentas fundamentais para enfrentar problemas sociais antes que eles produzam consequências ainda maiores.
Para o IPR, cuidar da criança, do adolescente e da família significa também trabalhar nas causas dos problemas — e não apenas nas consequências.























