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Hoje em Política no Ato por Chico Ramos

Foto: Chico Ramos

Foto: Chico Ramos

LAGEANO ASSUME PRESIDÊNCIA DO PODEMOS EM IMBITUBA: Cristiano Alves assume Podemos Imbituba. Desafios à frente.

EUA x TERRORISMO: Facções Brasileiras se tornam Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs).

JUDICIÁRIO: O judiciário na sua maioria atônito com declaração de Trump tenta defender posicionamentos de Lula com relação ao PCC e CV.

Tem Lageano se movimentando no Sul de Santa Catarina

Cristiano Alves, 39 anos, natural de Lages (SC), ensino superior completo em História, pós-graduado em Gestão Pública. Disputou uma vaga na Câmara de Imbituba em 2024 pelo Republicanos (nº 10.123) e obteve a suplência à vereança, onde no curto espaço de tempo atuou com excelência — migrou para o Podemos, assumindo a presidência da sigla no município. No Instagram, mantém o perfil @cristianoalvesimbituba com mais de 7,1 mil seguidores e o perfil do partido @podemosimbituba20. O que ele projeta: montar uma nominata competitiva para vereadores e buscar candidatura própria à Prefeitura em 2028 — o que tiraria o Podemos da posição de coadjuvante no tabuleiro local. Cenário de Imbituba O município tem 56.107 habitantes (IBGE 2024) e é governado pelo PL, eleito com 48,66% dos votos. A Câmara tem 13 vereadores distribuídos entre PL (4), MDB (2), Republicanos (1), PSD (2), PSB (2) e PP (2). O Podemos não tem cadeiras — o que dimensiona o desafio de Cristiano.

A Ordem que Vem do Norte e a Vergonha que Mora ao Lado

O mundo assiste, atônito, ao que Brasília tenta esconder sob o tapete da burocracia: o crime organizado no Brasil não é mais apenas um problema de “segurança pública”, mas uma ameaça à ordem global. A recente decisão de Donald Trump de enquadrar o PCC e o Comando Vermelho com o rigor das leis antiterrorismo e de sanções transnacionais não é um fato isolado. É o resultado de uma diplomacia de bastidor, movida por quem entende que o crime não se combate com sociologia, mas com força e asfixia financeira. A Ponte Conservadora Neste cenário, é impossível ignorar o papel fundamental dos irmãos Bolsonaro. Eduardo, com seu trânsito direto nas esferas de poder em Washington, e Flávio, articulando a necessidade de uma resposta dura no Senado brasileiro, foram os verdadeiros arquitetos dessa ponte. Enquanto o Itamaraty de Lula se ocupa em bajular ditaduras e buscar “diálogo” com regimes autocráticos, a família Bolsonaro agiu como o elo de sanidade que conectou a realidade brutal das nossas fronteiras ao Salão Oval. Essa articulação expõe uma verdade incômoda para a esquerda: a liderança conservadora brasileira possui hoje mais credibilidade internacional no combate ao crime do que o próprio governo federal. A designação dessas facções como ameaças transnacionais permite o congelamento de ativos e a perseguição de operadores financeiros em solo americano, algo que Brasília sempre hesitou em fazer com o rigor necessário. O Contraste da Omissão O contraste é vergonhoso. De um lado, temos uma potência mundial deixando claro que o dinheiro do crime não circulará livremente. Do outro, um governo Lula que parece mais confortável em subir morros sem escolta do que em assinar decretos de extradição ou endurecer o regime disciplinar diferenciado. A reação do Planalto tem sido o silêncio dos culpados ou a retórica vazia da “soberania”, como se ser soberano significasse permitir que facções governem estados inteiros e exportem o terror.

O Negacionismo de Toga

E o que dizer de certos setores do nosso Judiciário? A desembargadora Ivana David, em suas recentes manifestações, parece viver em uma Suíça imaginária encravada no coração de São Paulo. Ao tentar minimizar o impacto dessas organizações ou questionar a severidade das medidas internacionais, a magistrada presta um desserviço à inteligência do cidadão.

Ao focar na “falta de respaldo jurídico automático para intervenção”, ela foi acusada de tentar “minimizar” uma medida que, na prática, isola o crime organizado brasileiro globalmente.

Distanciamento da Periferia: Enquanto se discute tecnicismos jurídicos sobre o que é ou não terrorismo, críticos apontam que o cidadão comum já vive sob um regime de terror imposto por essas facções, tornando a defesa da “soberania jurídica” um exercício de retórica acadêmica diante de uma guerra real.

Nas redes sociais, a desembargadora também foi alvo de memes que comparam sua aparência à da cantora Gretchen, o que tem sido usado para desviar o foco de sua autoridade técnica e ridicularizar suas aparições frequentes na mídia para “explicar” o crime organizado de uma forma que muitos consideram condescendente ou ineficaz.

Ridicularizar a gravidade do PCC e do CV em 2026 é como tentar apagar um incêndio florestal com um conta-gotas — ou pior, alegar que o fogo é apenas uma “percepção térmica equivocada”. A realidade não cabe no conforto dos gabinetes; ela explode nas esquinas, nas escolas e nas famílias que enterram seus mortos enquanto o garantismo hipertrofiado garante a impunidade dos chefões.

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