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Para regular a comercialização do pinhão, durante os 17 dias da Festa, no Recanto do Pinhão, a comissão central organizadora estipulou uma tabela de preços

Durante os 17 dias da 36ª Festa Nacional do Pinhão não haverá falta da fruta-semente, até porque os comerciantes que participam do evento, antecipadamente, fazem seus estoques para suprir a grande demanda de consumo.

Em todos os boxes de gastronomia do Recanto do Pinhão Aracy Paim, no calçadão da Praça João Costa, bem como no Parque de Exposições Conta Dinheiro, haverá pinhão à venda. A grande quantidade de pinhão à disposição dos consumidores será da fruta-semente em forma de paçoca, entrevero, doces e pinhão cozido.

Para regular a comercialização do pinhão, durante os 17 dias da Festa, no Recanto do Pinhão, a comissão central organizadora estipulou uma tabela de preços. Veja a seguir:

Porção de entrevero (330g): R$40,00;

Porção de paçoca de pinhão (330g): R$35,00;

Pinhão Cozido (300g): R$7,00;

Pinha: R$20,00;

Pinhão in natura (quilo): R$ 12,00;

Pinhão moído congelado (quilo): R$35,00.

Estimativa de Safra de Pinhão 2026

De acordo com dados da Epagri regional de Lages, já divulgados antes do início da colheita de pinhão, que anualmente ocorre a partir do dia 1º de abril, a Serra Catarinense tinha para 2026 uma estimativa de colheita em torno de 3,7 mil toneladas da fruta-semente. Colheita estimada englobando os 18 municípios da Associação dos Municípios da Região Serrana (Amures).

Essa estimativa ainda não foi oficialmente confirmada, pois sua validação depende do fechamento dos dados pelos técnicos da Epagri, etapa que será realizada posteriormente. Ainda assim, os números divulgados já apontavam para uma redução expressiva na produção. A previsão para a safra de 2026 era de 3,7 mil toneladas, quantidade inferior às 5,4 mil toneladas registradas em 2025. Isso significa que a estimativa para 2026 representava uma queda de aproximadamente 32% em relação à safra do ano anterior.

Para os produtores rurais, a redução na quantidade de pinhão colhida em 2026 foi parcialmente compensada pela valorização do produto no mercado. Enquanto em 2025 o quilo era comercializado, em média, por R$ 6,44, em 2026 os preços passaram a variar entre R$ 9,00 e R$ 10,00 o quilo. Esses valores referem-se à comercialização direta realizada pelos produtores, seja para atravessadores, supermercados ou diretamente ao consumidor final, no varejo.

Esse aumento no preço praticado pelo produtor rural reflete-se no quilo do pinhão vendido no comércio em geral, onde se encontra pinhão desde o preço médio mínimo de R$ 12,00 a até R$ 18,00 o quilo do produto in natura.

Texto: Iran Rosa de Moraes

Fotos: Iran Moraes, Toninho Vieira e Fábio Pavan

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