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Do quadro à inteligência artificial: o papel dos professores na evolução da educação brasileira

Este que vos escreve é jornalista por formação pela Unifacvest, com pós na Uniplac e graduado em Ciências da Religião pela FURB e em 2026 no Mestrado em Educação cursou um componente especial. “acredito que nos tornamos professores no processo de ensino e também da aprendizagem”, falou.

por Marciano Corrêa

Entre transformações históricas, novas tecnologias e mudanças nas políticas educacionais, o professor permanece essencial para a formação crítica, humana e cidadã dos estudantes. Constituição Federal, LDB, BNCC e demais documentos norteadores orientam uma educação comprometida com a aprendizagem, a inclusão e a garantia de direitos

A educação é um dos principais instrumentos de transformação social, existe quem diga o contrário, até mesmo em nossa querida Lages. Ao longo da história brasileira, as formas de ensinar e aprender passaram por profundas mudanças, acompanhando transformações políticas, econômicas, culturais e tecnológicas. O fato é que ainda carecemos de mais capacitações, e isso não pode parar, mas sim tem de se intensificada as ações com educadores e teremos melhor impacto com os educandos. Nesse percurso, o papel do professor também se transformou: de uma atuação historicamente centrada na transmissão de conteúdos para uma prática que exige mediação pedagógica, planejamento, avaliação, diálogo, inclusão e desenvolvimento integral dos estudantes. Realmente necessitamos aprender a pensar e não ser apenas papagaio de pirata.

Em uma sociedade marcada pelo acesso rápido à informação, pelas desigualdades sociais e pela expansão das tecnologias digitais, o trabalho docente torna-se ainda mais relevante e não deve ser menosprezado. O professor não é apenas responsável por apresentar conteúdos, mas também por ajudar os estudantes a interpretar informações, desenvolver o pensamento crítico, reconhecer diferentes perspectivas e construir conhecimentos que façam sentido para a vida em sociedade. Projeto de vida se constrói no chão da escola, e essa escola pode ter inúmeras formas de construção que vai além das paredes. Em outros países existe estudantes que aprendem sem sair de casa, a escola vai até a suas casas, ou seja, recebem o professor no conforto do lar. São muitas coisas a se discutir.

Essa atuação, entretanto, não acontece de maneira isolada. A educação brasileira é orientada por um conjunto de leis, diretrizes, planos, currículos e documentos pedagógicos que estabelecem direitos, responsabilidades e objetivos para os sistemas de ensino e as instituições escolares. Temos direitos, mas também muitos deveres a cumprir. Você já fez seu dever de casa?

Da educação tradicional à formação integral

A história da educação brasileira é marcada por diferentes modelos de ensino e concepções pedagógicas. Durante longos períodos, o acesso à escolarização foi restrito e desigual, condicionado por fatores econômicos, sociais, territoriais e culturais. A expansão das redes públicas, a ampliação da escolaridade obrigatória e o reconhecimento da educação como direito de todos representaram mudanças importantes nesse processo. Mesmo o Ensino Religioso no Brasil com um Estado laico tem enfrentando muitos problemas e merece respeito, assim como o professor em sua totalidade.

A Constituição Federal de 1988 consolidou um marco fundamental ao reconhecer, em seu artigo 205, a educação como direito de todos e dever do Estado e da família, promovida com a colaboração da sociedade. Porém, muitos preferem atrapalhar. O texto constitucional estabelece como finalidades o pleno desenvolvimento da pessoa, o preparo para o exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho. E isso inclui todas as particularidades, respeitando a igualdade de sermos humanos.

Esse entendimento amplia a responsabilidade da escola. Ensinar não significa apenas transmitir informações ou preparar estudantes para avaliações. Significa criar condições para que crianças, adolescentes, jovens e adultos desenvolvam conhecimentos, habilidades, valores e competências necessários à participação social. A criança e o adolescente deve estar protegido das violências, e não devemos fazer violência com elas.

Nas últimas décadas, a presença de recursos digitais, ambientes virtuais de aprendizagem e ferramentas de inteligência artificial acrescentou novas possibilidades ao processo educativo. Muitas dinâmicas surgiram, mas a tradicional corrida do saco, pular corda, amarelinha também podem fazer parte desse resgate. Ao mesmo tempo, trouxe desafios relacionados à desinformação, à privacidade, ao uso responsável da tecnologia e às desigualdades de acesso. Mas, pessoas que se dizem letradas, insistem em passar vergonha com comentários absurdos, vaidade, maldade no coração que recai na falta de informações, e contaminadas com ideologias política e religiosa. Isso é o fim!

Quem é Jesus? Não é o mesmo para todos, mas para quem tem entendimento em espiritualidade, ele é um irmão espiritual, um exemplo a ser seguido, que também foi julgado. A cultura é linda, por favor, vamos estudar?

Nesse cenário, a tecnologia pode apoiar o trabalho pedagógico, mas não substitui a dimensão humana da educação. A escuta, a observação, o vínculo, a sensibilidade e a capacidade de compreender as necessidades de cada estudante continuam sendo elementos fundamentais da atuação docente.

O professor como mediador do conhecimento

O professor ocupa uma posição estratégica na organização do processo de ensino e aprendizagem. Cabe a ele planejar as atividades, selecionar estratégias didáticas, contextualizar conteúdos, acompanhar o desenvolvimento dos estudantes e avaliar os resultados, considerando as características da turma e os objetivos educacionais. Somos todos iguais, mas respeitemos as “diferenças encontradas”. Acolher, seria bem melhor!

A prática docente exige atualização permanente, domínio dos conhecimentos específicos, formação pedagógica e capacidade de refletir sobre os resultados do próprio trabalho. Também demanda articulação com gestores, equipes pedagógicas, famílias e demais profissionais envolvidos na educação. Não podemos contaminar a educação.

Mas, que trabalha nas escolas sabe que as crianças chegam em sala carregando seus fardos, alguns mais leves e outros mais pesados e temas como: sexualidade, cor, raça, religião, violência, drogas e gravidez na adolescência estão presentes entre nossos jovens. Devemos colocar um venda nos olhos e não ver tudo o que ocorre com eles?

Outro aspecto essencial é a construção de um ambiente escolar democrático, no qual os estudantes possam participar, questionar, argumentar e aprender a conviver com as diferenças. O professor contribui para esse processo ao estimular a curiosidade, a autonomia intelectual, a cooperação e o respeito aos direitos humanos. Ensinar conteúdo, apreender o que ainda não sabemos, é a chave da virada para um mundo melhor. É na infância que essas crianças aprendem, dos 0 à 6 anos, um verdadeira construção do SER. Então vamos ensiná-los coisas boas, menos tela, mais brincadeiras, mais dinâmicas, mais convivência.

A valorização profissional, por sua vez, precisa acompanhar as responsabilidades atribuídas à docência. Formação inicial e continuada, remuneração adequada, carreira estruturada, condições dignas de trabalho, recursos pedagógicos e tempo para planejamento são elementos importantes para garantir a qualidade da educação.

Não é possível atribuir exclusivamente ao professor a responsabilidade pelos resultados educacionais. Faça a sua parte!

Os documentos que norteiam a educação brasileira

Constituição Federal de 1988;

Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) — Lei nº 9.394/1996;

Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) — Lei nº 8.069/1990;

Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs);

Base Nacional Comum Curricular (BNCC);

Plano Nacional de Educação (PNE) 2026–2036;

Tem muitos outros, por favor pesquise.

 

Valorizar o professor é um dever de todos

A evolução da educação brasileira demonstra que o direito de aprender exige mais do que a existência de escolas e currículos. Exige profissionais preparados, condições adequadas de trabalho, planejamento, políticas de inclusão e compromisso permanente com a qualidade do ensino. O professor enfrenta uma carga de adoecimento, será que devemos colocar a responsabilidade de tudo nas costas do professor?

O professor ocupa uma posição central nesse processo porque transforma orientações pedagógicas em experiências concretas de aprendizagem. Sua atuação contribui para o desenvolvimento intelectual, social e humano dos estudantes, preparando-os para compreender o mundo e participar da sociedade.

Façamos um chamamento aos pais e mães de Lages e da Serra Catarinense, vamos respeitar os professores. Valorizar o professor é fortalecer a escola, garantir o direito à aprendizagem e investir na formação de cidadãos críticos, autônomos e comprometidos com uma sociedade mais justa e democrática.

Oremos!

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