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Dia dos Pais: uma celebração que vai além do presente por Leo Maia

Divulgação/Leo Maia

O Dia dos Pais, celebrado no Brasil no segundo domingo de agosto, nasceu de uma homenagem familiar nos Estados Unidos. Em 1909, Sonora Louise Smart Dodd decidiu homenagear o pai, um ex-combatente da Guerra Civil Americana que havia criado os filhos. A primeira celebração ocorreu em 1910, em Spokane, no estado de Washington. No Brasil, a data foi adotada em 1953 e, desde então, tornou-se uma das principais comemorações do calendário.

Mais do que uma oportunidade para o comércio vender presentes, a data deveria servir para refletirmos sobre o verdadeiro significado da paternidade. Ser pai não se resume ao vínculo biológico ou à responsabilidade de sustentar uma família. Paternidade também é presença, cuidado, diálogo, educação e participação na vida dos filhos.

Em tempos de mudanças nas relações familiares, é preciso reconhecer que existem diferentes formas de exercer a paternidade. Há pais biológicos, adotivos, padrastos, avôs e tantas outras figuras que assumem diariamente o papel de cuidar, orientar e oferecer afeto. O que realmente define um pai não é apenas o sobrenome ou o sangue, mas a disposição de estar presente.

Por isso, o melhor presente para o Dia dos Pais talvez não esteja em uma vitrine. Está no tempo compartilhado, na conversa, no abraço e na presença. Afinal, se a data nasceu para homenagear um pai, seu significado maior deveria ser lembrar que a paternidade se constrói todos os dias — e não apenas no segundo domingo de agosto.

 

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