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COLUNA JOACIR DAL SOTTO

Sobre linhas poéticas

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Essas tardes tão vazias, esses dias tão frios, esses encontros tão emocionantes, essa busca incansável pela harmonia entre palavras, talvez seja poesia, talvez seja amor, talvez seja apenas um devaneio para quem não sabe ler. É na mesa que temos tudo o que precisamos, o grande amor, uma taça de vinho, o efeito sonoro da música que toca na televisão. O sol foi ocultado, mas basta sair no terraço e sentir o calor refletido nas pedras roubadas da natureza.
É provável que eu tenha sido enganado na primeira infância, fui levado pelos caminhos sombrios da falta de comida, da falta de reuniões familiares, da falta de interesse por um projeto futuro, o que eu escrevia servia mais como fuga, eu não tinha outro caminho, o caminho era o rumo de apenas seguir caminhando. Criar os sonhos é tão difícil, tão dolorido, tão necessário.
O que escrevo é símbolo da mais perfeita união entre evolução e batalha, na verdade o que tenho hoje é uma guerra vencida e uma nova guerra em que eu sou o general, é óbvio que sigo ordens, mas são ordens de um recém descoberto imperador, o arquiteto que opera é também independente, ainda que o arquiteto dependa das minhas lágrimas para definir o sofrimento, o carpinteiro sabe que o meu sorriso é o lucro que preciso para cobrir os custos da missão.
Eu poderia ter bem mais seguidores, o que acontece é que escrevo cada linha sem ter compromisso com linhas já escritas, os textos são formas elegantes de comunicação, eu falo com quem é especial tão quanto eu sou especial, aqui não tenho vínculo que não seja de irmandade, agora já é calor e o calor alegra, o poema segue sendo escrito por quem vai além dos limites da razão.

* Corretor de imóveis, escritor e filósofo.

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