Essa é a nova moda que pegou jovens trabalhadores com pouca ou nenhuma experiência no mercado de trabalho e esse fenômeno é mais visível nas grandes capitais brasileiras, onde existe um fluxo maior de pessoas que vão todos os dias fazer compras no supermercado.

Pelas redes sociais, as pessoas que trabalharam em mercado dizem que, dependendo da função, a rotina é desgastante e o salário é considerado baixo, ainda mais se tiver que acumular tarefas de outros colaboradores, o que, para eles, é uma prática comum nestes estabelecimentos comerciais.

Nos grandes supermercados de Lages, é possível ver banners com e-mails para entrega de currículos. Em programas governamentais de oferta de trabalho, como o Sine e o Banco do Emprego, é recorrente vagas para auxiliar de padaria, operador de caixa, açougueiro, repositor e atendente.

O Estado do Espírito Santo estabeleceu uma regra comercial para os supermercados não abrirem aos domingos. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) tem resolução que orienta o fechamento aos domingos, e isto acontece porque o custo para funcionar neste dia é alto e pode trazer prejuízos ao empresário.

Conversamos com um colaborador de um mercado famoso aqui da cidade. Ele trabalhava na reposição de bebidas e disse que “o pior dia é trabalhar no domingo, eu poderia estar com a família, mas não dá! E às vezes eu tenho que fazer o trabalho de outra pessoa, ganhando o mesmo salário. Sem falar que, dependendo da função, não somos valorizados.”

Tudo indica que isto seja uma “onda” passageira, mas, se isso não mudar rápido, as consequências serão piores. Há anos que a cidade de Lages enfrenta problemas com o emprego; não é pela falta de trabalho, mas pelo interesse do colaborador. Agora é aguardar o resultado de tudo isso; tomara que seja para o progresso da cidade.