
A superintendente da Fundação Cultural de Lages, Carla Zonatto, recebeu em reunião institucional o coordenador do projeto “Que terreiro é esse?”, o jornalista Marciano Corrêa, acompanhado de importantes lideranças das religiões de matriz afro-indígena: o Babalorixá Claudio de Xangô, a Yalorixá Lela de Ogum, a Yalorixá Charlena de Oxalá e o Babalorixá Everson de Ogum, com apoio do Agente Territorial de Cultura, o presidente da Matakiterani Adilson Freitas.
Durante o encontro, duas pautas centrais estiveram em destaque: o processo de formalização das casas de culto afro-indígena e a organização da Carreata em Homenagem à São Jorge, marcada para o dia 26 de abril de 2026.
A carreata terá concentração e saída na Praça do CEU, mesmo local utilizado no ano passado, com início previsto para 16h30min. O evento busca reunir comunidades religiosas, devotos e apoiadores para celebrar a fé, a cultura e a tradição ligadas a São Jorge, figura de grande importância para diversas manifestações religiosas no Brasil.
Outro ponto discutido foi o processo de formalização das casas de culto afro-indígena, que deve ocorrer gradualmente nos próximos meses. A proposta prevê, inicialmente, a formalização institucional do projeto “Que terreiro é esse?”, seguida de orientações e apoio às casas religiosas que desejarem se organizar formalmente, fortalecendo o reconhecimento cultural e institucional dessas comunidades.
Durante a reunião, a superintendente Carla Zonatto destacou a importância do diálogo e da valorização da diversidade religiosa.
“A cultura religiosa precisa ser valorizada e o respeito às religiões deve ser sempre fortalecido”, ressaltou.
Segundo o jornalista Marciano Corrêa estão movimentando várias questões na cidade, inclusive o combate a Intolerância Religiosa, muito presente no Município. As articulações institucionais seguem avançando. Recentemente, as mesmas lideranças também realizaram visita ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), com protocolo na 40ª Promotoria da Capital, iniciando um processo de diálogo institucional que deverá ter novos desdobramentos ao longo do ano.
A agenda reforça o movimento de reconhecimento, organização e visibilidade das tradições afro-indígenas, além de fortalecer iniciativas culturais e religiosas que fazem parte da identidade e da diversidade cultural catarinense.













