É sempre um tempo diferente de tudo o que um dia sonhamos como perfeito, é um tempo de divisão como encontro, é um tempo de solidão como fim, é um tempo de quem faz mais e quem faz menos pelo coletivo, mas não é um tempo de cobrança, muitos buscam cobrar e organizar o tempo do hoje para o amanhã.
Ninguém precisa de ninguém e todos precisam de todos, mas não podemos mais marcar encontros como se ninguém fosse residir na hipocrisia de apontar dedos.
É preciso solidão. Quanta tristeza no olhar de quem briga, de quem busca encontrar o amor na continuidade do ódio, é preciso o silêncio, o amor daqueles que não nascerem para criação do ódio.
Pescaria, noites ruins, encontros ruins, fins inevitáveis, como se o dinheiro trouxesse respostas ou o texto ruim feito pelo poeta ruim fosse uma batida de carro na esquina no momento péssimo da leitura.
Quem sabe amanhã todos queiram ouvir o que você quer dizer, mas amanhã será tarde, pois você não precisa de ouvintes.
* Corretor de imóveis, escritor, filósofo.

Por Joacir Dal Sotto *













