Há temas que não permitem leveza, pedem atenção, escuta e responsabilidade, o número de feminicidios no Brasil so cresce e precisamos falar sobre.

A violência contra a mulher me impacta, especialmente sobre uma pergunta que ainda é feita:Porque ela não saiu de casa?” Essa cobrança é cruel porque parte do princípio errado: o de que a vítima precisa se explicar. A violência não é só física, é emocional, psicológica e patrimonial. Existe algo que ainda é difícil ser aceito. A violência contra a mulher não escolhe classe social, idade ou endereço, pode existir mesmo quando a mulher tem estudo, formação acadêmica, carreira profissional e independência financeira.

Falar, escrever sobre isso ajuda outras mulheres a reconhecer sinais, se proteger e agir no tempo delas. A violência seja ela qual for amedronta, é hora abrirmos nossos olhos para essas realidades que muitos preferem ignorar! Ameaças, humilhações, controle financeiro e manipulação emocional são formas insidiosas de abuso que ferem e destroem vidas.

Existe um primeiro passo entre o silêncio e a coragem, o resgate da própria voz, a habilidade de sair da inércia e se movimentar em busca de liberdade e justiça.
Reestabelecer a dignidade, reorganizar o sistema familiar também é papel da sociedade, não só de nós profissionais de saúde.