por Marciano Corrêa

 

O projeto “Que Terreiro é Esse” retomou suas atividades com a realização das tradicionais oficinas de tambor, reafirmando seu papel como uma das principais iniciativas de valorização da cultura afro-brasileira em Lages e região. As oficinas acontecem na sede da associação e vêm movimentando o meio afro, reunindo praticantes, pesquisadores e interessados na preservação das expressões culturais de matriz africana.

Nesta nova etapa, além das oficinas, novos projetos estão em pauta, desenvolvidos em parceria com Mestre Fu e Adilson Freitas, da Matakiterani, fortalecendo o intercâmbio de saberes e a transmissão de conhecimentos ancestrais. A proposta é ampliar o alcance das ações, integrando formação cultural, identidade e pertencimento comunitário.

Com quase 15 anos de atuação no município, o projeto “Que Terreiro é Esse” construiu uma trajetória marcada pela promoção da cultura local, pelo enfrentamento da intolerância religiosa e pela valorização das tradições afro-brasileiras, tornando-se referência no cenário cultural da Serra Catarinense.

Para o articulador do projeto, o jornalista Marciano Corrêa, o momento é de expansão. Segundo ele, as ações estão sendo fortalecidas com a participação de mais pessoas envolvidas em editais culturais, o que deve potencializar os resultados e garantir maior sustentabilidade às iniciativas. “A ampliação do coletivo e o acesso a políticas públicas são fundamentais para dar continuidade e visibilidade ao trabalho que já vem sendo construído há anos”, destaca.

O retorno das oficinas e a projeção de novos projetos reforçam o compromisso do “Que Terreiro é Esse” com a cultura afro, contribuindo para a diversidade cultural e o fortalecimento das identidades em Lages e região.