Este é um ano importante para o cenário político brasileiro porque haverá a escolha dos representantes para os cargos de presidente da república, governadores de estado, deputados estaduais, federais e distritais. Apesar de existir uma polarização centrada nos pré-candidatos Lula e Bolsonaro, outros nomes correm “por fora” na disputa eleitoral presidencial, este é o caso do governador de São Paulo Tarcísio Freitas, do senador Flávio Bolsonaro e do deputado federal Nikolas Ferreira.

Para que não haja a perda de votos por antipatia e cancelamento ante o eleitorado, os coordenadores de campanha estão orientando os concorrentes para não apoiarem ou promoverem discursos de natureza autoritária ou que causem discórdia na população, em votações passadas esse tipo de comportamento foi marcante em candidatos com temperamentos incontroláveis causando a perda da eleição. Essa recomendação é uma advertência aos postulantes porque seria ruim para os partidos e financiadores de campanha ter o nome deles relacionado a este tipo de pessoa, ainda mais se alguns deles estiverem ligados a algum processo de investigação como o que ocorre com o INSS.

Fora do parlamento, a pergunta diária e recorrente para o cidadão brasileiro é: em quem votar para estas eleições de 2026? Há duas formas de olhar essa questão, a primeira é o critério popular para avaliar uma escolha: eleger o menos pior que possa fazer algo pelo povo. É aquele político estilo Paulo Maluf que, nas palavras dos apoiadores dele, diziam: “ele roubou, mas fez várias obras na cidade de São Paulo”.

Também é válido o que dizem os analistas, jornalistas e formadores de opinião, visto que eles estão mais próximos dos políticos e do eleitorado. A igreja evangélica e católica também faz parte dessa fila, uma vez que elas conduzem a força política na hora de escolher um candidato. Muito embora haja entre elas exista divergências de pensamento, nos últimos anos elas se tornaram instituições importantes em eleições de nível nacional.

Não podemos esquecer que o debate político vai esfriar com a Copa do Mundo, isto pode acontecer porque as questões que envolvem o futebol vão além das discussões políticas, afinal, é o esporte mais praticado no Brasil e um dos maiores eventos de entretenimento do mundo. E se o Brasil for campeão, caso o seja, o assunto entre os brasileiros por muitos meses será o futebol.