O que vimos nestas últimas semanas na política brasileira é humilhante, desonroso e infamante: bancos privados se unem a igrejas evangélicas para supostamente praticar fraudes contra aposentados e pensionistas ligados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O acontecimento provocou a instauração de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar os crimes.

A maioria dos aposentados e pensionistas brasileiros são pessoas idosas, inválidas, portadoras de deficiências e dependentes de alguma renda deixada pelos pais, filhos e cônjuges, eles são protegidos pelo sistema de Seguridade Social no Brasil.

Estas pessoas foram vítimas de um esquema bem arquitetado, envolvendo a fé e dinheiro, isto foi possível porque, as igrejas no Brasil não pagam imposto devido um artigo na Constituição Federal que prevê imunidade tributária proibindo à União, Estados, Distrito Federal e os Municípios instituir impostos sobre templos de qualquer culto, incluindo os imóveis alugados, estacionamentos, os cemitérios, as associações e organizações assistenciais beneficentes.

Estas pessoas foram vítimas de um esquema de corrupção financeira bem planejado, envolvendo contribuições espontâneas e operações financeiras. Isto foi possível porque um artigo da Constituição Federal proíbe a União, Estados, Distrito Federal e os Municípios instituir impostos sobre templos de qualquer culto, incluindo os imóveis alugados, estacionamentos, os cemitérios, as associações e organizações assistenciais beneficentes ligados às entidades religiosas.

Uma igreja, em tese, pela legislação tributária, pode ter um banco comercial, porém, uma série de burocracias a impediria de atuar no mercado com eficiência. Para operar de forma mais rápida e segura, as igrejas envolvidas na CPMI criaram uma Fintech, isto é, um banco digital que tem as mesmas funções de um banco tradicional e com operação mais barata e mais ágil entre a população. O que elas faziam era pegar o dinheiro arrecadado na igreja e o que era recolhido de contribuição dos fiéis e investir no banco digital. Outro grupo agia nas fraudes, contratando empréstimos em nome de aposentados e pensionistas sem anuência dos titulares para tomar dinheiro público e aumentar os rendimentos do banco.

No campo político, a briga acontece entre os financiadores das campanhas e os candidatos porque, de acordo com a mídia, eles estariam realizando movimentações financeiras nos bancos que estão sendo investigados, o que pode gerar outra crise política entre os aliados de direita. Enquanto tudo isso acontece, os evangélicos ficam divididos entre proteger as lideranças evangélicas de um mal pior e buscar pela justiça brasileira pelo crime cometido contra os aposentados e pensionistas.

Vamos aguardar o resultado, agora inicia uma guerra pela aprovação dos requerimentos e convocação de pastores e gestores dos bancos, ninguém quer pagar a conta, a direita não quer investigar porque o eleitorado dela se encontra nas igrejas evangélicas, enquanto isso, a CPMI corre contra o tempo e as bases do governo ficam alertas dando proteção aos aliados caso um deles seja alvo da comissão.