
por Marciano Corrêa
Lages (SC) — Uma criança nascida em julho de 2025 no Hospital Regional de Belém do Pará teve sua paternidade reconhecida oficialmente nesta semana em Lages, após a mãe, natural da capital paraense, buscar na Serra Catarinense o direito de sua filha. O pai, que é lageano, confirmou espontaneamente a paternidade, permitindo que o processo fosse concluído sem a necessidade de exame de DNA.
A mãe relatou que registrou a criança sozinha logo após o nascimento, mas decidiu procurar o Instituto Paternidade Responsável (IPR) para garantir que a filha tivesse assegurado seu direito fundamental: o reconhecimento pleno da filiação. “Ser pai é uma escolha, ser filho é um direito”, reforçou a equipe do IPR, que acompanha casos de reconhecimento voluntário e judicial em toda a região.
Assim que chegou a Lages, a mãe recebeu atendimento imediato no Instituto, que acionou a Vara da Família da Comarca de Lages e a Defensoria Pública do Estado. A parceria entre as instituições garantiu celeridade e acolhimento durante todo o processo. O pai compareceu, reconheceu a criança e manifestou certeza absoluta da paternidade, o que permitiu que o procedimento fosse concluído de forma direta, conforme prevê a legislação brasileira.
Segundo a presidente do IPR, a advogada Idivânia Sens, casos como este, em que o reconhecimento é feito sem exame de DNA, ocorrem quando não há dúvidas por parte do suposto pai, fortalecendo o vínculo familiar e garantindo proteção jurídica à criança.
Para o Instituto Paternidade Responsável, o episódio reforça a importância de políticas públicas e de instituições que asseguram direitos básicos da infância e fortalecem vínculos familiares. “Cada reconhecimento é uma vitória para a cidadania e para o futuro dessas crianças”, ressaltou a mediadora do IPR, Rita Lang.
A família segue agora com toda a documentação regularizada, marcando um novo capítulo na história da criança que, nascida em Belém, encontrou em Lages o reconhecimento e a garantia de seus direitos.













