Especial Lages 259 anos: Nosso Orgulho Lageano ❤️ – Família Grassi Zanoni e sua vida de fé sincera, lealdade e afeto a Nossa Senhora Aparecida, à Igreja do Navio e a Frei Silvério

 

“Nós fazemos tudo por amor a Nossa Senhora Aparecida.” – Ilário Zanoni

 

Uma família pra lá de exemplar.

A série especial de matérias comemorativas ao aniversário de Lages em 2025, intitulada “Especial Lages 259 anos: Nosso Orgulho Lageano ”, em homenagem ao município mais populoso da Serra de Santa Catarina, com seus mais de 172 mil habitantes, um dos mais belos da região Sul do Brasil e um dos mais promissores na economia, a Princesa da Serra, fundada em 22 de novembro de 1766, traz sua oitava e última história (2ª parte), selando as comemorações à cidade ao exibir novos capítulos do livro da Família Grassi Zanoni. Sua crença incondicional a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil; o entusiasmo inesgotável ao trabalho e às obras da tradicional Igreja Nossa Senhora Aparecida do Navio; o carinho e a saudade de Frei Silvério Weber, pelos ensinamentos da matriarca Elvira Grassi e do patriarca Ilário Zanoni, os italianos lageanos da Serra Catarinense, e a generosidade honesta e genuína às pessoas. Na 1ª parte (terceira história), a série “Especial Lages 259 anos: Nosso Orgulho Lageano ❤️” celebrou a trajetória de Elvira Grassi, seu Ilário Zanoni e da Família Grassi Zanoni desde antes de sua chegada em Lages e, em paralelo, a culinária amorosa que reúne filhas, genros e netos em volta da mesa para agradecer pela vida.

 

Deleite-se por mais esta linda e motivadora história real de vida

 

Elvira Grassi Zanoni tem 77 anos, e seu esposo, Ilário Zanoni, 81. O casal é natural de Celso Ramos.

A véspera de Natal de todo ano é mais que especial para esta família, pois no dia 24 de dezembro completará 42 anos que dona Elvira e seu Ilário vieram embora para Lages em busca de novas oportunidades de estudos para as filhas e recomeços em suas vidas. Hoje em dia moram no bairro Santa Rita, bem próximo à Igreja Nossa Senhora Aparecida do Navio, na avenida Dom Pedro II (bairro Vila Nova), com vista ao Morro da Santa Cruz e à Escadaria Frei Silvério Weber.

Elvira e Ilário estão casados há 58 anos. São Bodas de Vidro. O amor rendeu quatro lindos frutos: Elenite, de 57 anos; Lurdenite (a Dudi), 54 anos; Evanilse, 51, e Laíse, 38 anos. Os netos são Andreza, de 30 anos; Lucas, 30 anos completos em 21 de novembro, véspera do aniversário de Lages; Eduardo, 18 anos, e Thiago, de 15 anos.

 

Uma família norteada pela religiosidade – Laços estreitos com a divindade, por Nossa Senhora Aparecida do Navio e Frei Silvério

 

Sagradas Escrituras: A vida pelos princípios da Bíblia

 

Quatro marcas registradas da Família Grassi Zanoni a define perfeitamente: A devoção a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil; a dedicação ao trabalho e às obras da Igreja Nossa Senhora Aparecida do Navio; o carinho a Frei Silvério Weber, e a filantropia às pessoas, uma das qualidades evidenciadas no Livro Sagrado da História de Jesus Cristo, a Bíblia. “Nós fazemos tudo por amor a Nossa Senhora Aparecida”, transparece seu Ilário, o que convenhamos, não é segredo para ninguém, não é mesmo?! Assim é desde os tempos de quando conheceram e foi amor à primeira vista pela Igreja Nossa Senhora Aparecida do Navio, na década de 1970, quando ainda era uma simples e pacata Igreja de madeira, mas já em formato de embarcação, em conexão visual ao barco dos pescadores que encontraram a imagem da Santa Padroeira do Brasil, há 308 anos.

O casal de vovôs Elvira e Ilário é celebridade na cidade. São peças fundamentais no funcionamento de vários trabalhos da Paróquia e Igreja Católica Nossa Senhora Aparecida do Navio, no bairro Vila Nova, Padroeira, protetora e amiga íntima da família, a santinha que defende o lar, o dia a dia, o trabalho, os estudos, o alimento, o dinheiro, as decisões e os sonhos desta família tão amável.

O estimado casal participa ativamente do Grupo de Liturgia Paz e Bem e do Coral da Igreja. Não falham a nenhum compromisso com a Paróquia, conduta que se repete há 40 anos, desde que chegaram em Lages.

Já compuseram o Movimento do Tabor, Grupo de Jovens e Apostolado da Oração. Trabalham nas quermesses e festas. São famosos na comunidade e queridos pelos religiosos da Igreja Nossa Senhora Aparecida do Navio.

Dona Elvira é benzedeira contra vermes e susto e ainda tem tempo reservado para prestar seus dons culinárias junto à Padaria do Padre. Os recursos financeiros são convertidos ao pagamento de parcelas de equipamentos da própria Padaria – batedeira de pão, amassadeira e cilindro laminador – e à manutenção e às obras desenvolvidas pela Paróquia. A Padaria do Padre está situada no Salão Frei Silvério Weber, ao lado da Igreja Nossa Senhora Aparecida do Navio.

Por todas estas movimentações em favorecimento das pessoas de Lages e por estarem sempre dentro da Igreja em seus afazeres e no exercício de sua fé, a Família Grassi Zanoni cultiva amizade com todos os padres e freis que passaram pela Paróquia da Igreja do Navio, inclusive o Pároco da Paróquia, Padre Álvaro Emanuel da Silva, ao qual é grata também por ter tomado a frente e iniciado vários projetos na Igreja.

A Igreja do Navio começou a ser construída em 1960, tendo como fundadores Padre Humberto Bragalia, Conceição Floriane e a irmã Emengarda, da Divina Providência. A capela possuía um formato de navio, por ser dedicada à Nossa Senhora Aparecida e a imagem foi colocada em um barquinho de madeira. Em 14 de fevereiro de 1971, Frei Hugolino Becker tomou posse como pároco.

A Igreja atual foi construída em 1983 após um incêndio destruir a igreja original de madeira. A Paróquia dispõe de estacionamento próprio e um amplo prédio administrativo e de catequese.

A Igreja do Navio desempenha papel central nas celebrações da Semana Santa em Lages, com missas, celebrações, cortejos, Lava-Pés, procissões diurnas e noturnas, romaria pelas 14 estações da Via Crucis na Escadaria Frei Silvério Weber e encenações da Semana Santa – Quaresma – Paixão e Morte e Ressurreição de Jesus Cristo – Páscoa – no alto do Morro da Santa Cruz, atraindo milhares de fiéis. As cerimônias incluem Missa do Crisma, Via Crucis e a tradicional Recomendação das Almas, com partilha da fé entre o templo e o Morro da Cruz, além da Solene Vigília Pascal e outras celebrações litúrgicas.

A presença franciscana em Lages completou 134 anos em 2025. Desde 1891, os frades estão presentes na região serrana de Santa Catarina e deixaram suas marcas na cidade, como na Catedral Diocesana de Nossa Senhora dos Prazeres, Padroeira de Lages, onde ficaram até 1971.

 

Novenas domiciliares: Coração da Família Grassi Zanoni só tem lugar para a generosidade e carinho ao próximo

 

A Família Grassi Zanoni tem tradição em ajudar as pessoas incondicionalmente. Fazer as coisas com a graça de Deus, de forma unida e amorosa e sem pedir nada em troca, é o lema da família. Paralelamente ao seu cotidiano, dona Elvira é uma das participantes na realização de novenas pessoalmente, na Páscoa e Natal, na casa de pessoas acamadas por tratamento de doença ou com dificuldade de locomoção e mobilidade. “A gente vai com o maior gosto do mundo. Jesus está em todos os lugares e endereços. E no que depender de nós, levaremos uma mensagem de conforto e alívio o mais longe que pudermos”, salienta dona Elvira que, em 2024, foi costureira voluntária junto à Associação Bom Samaritano.

 

Recordações do Morro da Cruz: Os três centos de pastéis feitos para ajudar a garotada do Movimento do Tabor

 

Dona Elvira: “Uma outra boa lembrança é o episódio em que fizemos 300, 400 pastéis para os jovens do Movimento do Tabor venderem lá em cima no topo do Morro da Cruz. Porque eles têm as ações deles e a gente precisa estar junto colaborando para que consigam seus objetivos. Somos uma equipe.”

 

Nas estantes, espaço sagrado para a Mãe Aparecida, Santo Antonio e Nossa Senhora das Graças

 

Logo na chegada da casa verde, um jardim lindo, pacífico e acalentador. O primeiro cômodo visualizado é a sala de estar, antes da cozinha. A casa é grande, tem duas cozinhas e quartos suficientes para as filhas e suas famílias se acomodarem quando quiserem pousar. E a churrasqueira não tem muita folga, não! Coisa boa demais, hein?! Sinal de união, animação e ânimo para estarem sempre juntos.

Na sala, estantes abrigam imagens sacras católicas carregadas de simbolismos, significados e histórias. À esquerda, uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, decorada com flores e rosários. A imagem foi presente das filhas que fizeram uma viagem a Aparecida do Norte, São Paulo, a Casa Sagrada da Padroeira do Brasil, na Páscoa deste ano de 2025. Foi a primeira vez de Elenite em Aparecida. Dudi, Evanilse e Laíse já haviam conhecido Aparecida em 2024.

A Basílica de Aparecida, conhecida como Santuário Nacional, é o maior santuário mariano do mundo e o maior templo católico do Brasil. Segundo maior templo católico do mundo, atrás apenas da Basílica de São Pedro, no Vaticano. A Basílica foi inaugurada em 1980 e tem capacidade para cerca de 30 mil pessoas em seu interior.

À direita, em outra estante, o Responsório de Santo Antonio, voltado a pessoas que desejam reencontrar objetos extraviados e/ou perdidos.

 

Graças e milagres alcançados pela fé de dona Elvira em Nossa Senhora Aparecida do Navio

 

“Eu tinha um probleminha de saúde na região do duodeno desde novinha. E para sarar eu acordava e já saía do quarto rezando para Nossa Senhora Aparecida. Passava rezando pela imagem dela aqui em casa. Para resumir, foi o fenômeno de uma experiência de uma luz que me deu uma sensação muito boa quando o Santíssimo passou por mim em uma celebração, e ter tido a chance de tomar a Santa Hóstia da Comunhão, o Corpo de Cristo, em um outro dia, que me trouxe a cura. O médico foi tirando o exame devagarinho do envelope e me deu a notícia mais feliz: Que eu não tinha mais nada. Amém.”

 

Espiritualidade em primeiro lugar e a honra de ter casado todas as filhas no Navio, a Igreja do Coração dos Grassi

 

Estar na missa das sete horas da noite aos domingos nunca sai da agenda e é inegociável para o casal. Todas as quatro filhas são casadas no religioso; todas entraram na Igreja do Navio para dizer o “sim”. Os vestidinhos brancos e champanhe das daminhas das filhas adivinha quem confeccionava? Isto mesmo, Dona Elvira.

 

Laíse, a joia da família que seguiu os passos do pai

 

Seu Ilário foi Ministro da Eucaristia na Paróquia Nossa Senhora Aparecida do Navio por 21 anos e sente orgulho em ter passado esta nobre herança à filha mais nova, Laíse, que atualmente serve a Deus como Ministra da Eucaristia no Navio e tesoureira da Paróquia. “Eu me criei indo na Igreja. É uma honra e um orgulho que não cabe no peito de emoção.”

Laíse foi a única filha a ter o privilégio de completar, na Igreja Nossa Senhora Aparecida do Navio, todos os compromissos religiosos da jornada católica. No Navio ela teve todos os sacramentos: Batismo, Primeira Eucaristia (Primeira Comunhão), Crisma e Matrimônio.

 

Curiosidades engraçadas

 

Bom humor, alto astral e frequência energética lá em cima são pontos fortes da Família Grassi Zanoni. Pais e filhas puxam pela memória fatos carimbados em suas vidas de religiosidade, mas com leveza de dar gargalhada. Em um dos dias normais de limpeza da Igreja do Navio, seu Ilário estava quase encerrando seu expediente voluntário quando uma senhora o chamou discretamente porque queria se confessar. Com uma risada boa de ouvir e um sorriso bom de ver ao lembrar novamente, seu Ilário comenta que respondeu que não era padre e então não poderia ouvir seus desabafos.

Outro fato é um dia de evento na Igreja do Navio. Uma das mulheres que iria trabalhar, não tinha as chaves das portas do Salão e foi até a casa dos Grassi Zanoni para ver se alguém emprestava para ela. Do Navio até lá é um pulinho. Bateu palmas e gritou. Ao atender na porta, dona Elvira escutou: “Bom dia, o padre tá dormindo aí?” Ela cai na risada quando conta e repete o que esclareceu à mulher: “Aqui não tem nenhum padre dormindo, não. Ilário não é padre, é meu esposo.” Brincadeiras, à parte, sabe que seu Ilário parece padre mesmo? É alto, magro, tem sotaque italiano, voz mansa e abençoa a gente com o Sinal da Cruz – Santíssima Trindade na testa.

 

Espelho dos pais retratado as suas filhas no lar

 

“O pai e a mãe sempre foram exemplos para nós. A mãe sempre nos ensinou a fazer as coisas em casa. Trabalhamos fora sempre. Ela cortava cabelo para ajudar. Fazia comida na Igreja. Cuidam da gente das outras pessoas. Aprendemos a dividi-los com as outras pessoas muito cedo e por uma boa causa. Só temos orgulho e sensação de gratidão por eles. São nossa maior riqueza, nosso maior patrimônio”, conta, emocionada, a filha Dudi.

 

A casa rosa de Celso Ramos: Refúgio urbano com silêncio de interior

 

Em raros momentos, o barulho da vida acontecendo em tempo real na casa verde dá lugar ao sossego da casa rosa, na cidade de Celso Ramos, onde estão fixadas as raízes dos Grassi Zanoni. Lá, o casal descansa, recarrega as energias e cultiva a lavoura. É um sítio na cidade. Um lugar de paz. Em frente à casa, sobrinhas queridas. Pertinho dali, quase na frente, o posto de combustíveis de parentes.

Tanto na casa verde, de Lages, quanto na rosa, de Celso Ramos, as visitas são sempre muito bem-vindas. Nos dois lares, o amor é entrada, prato principal, banquete e sobremesa.

 

O Stinky do Papai Ângelo

 

Um caminhão antigo faz o maior sucesso e abala as estruturas da Família Grassi Zanoni em Celso Ramos. O caminhão carinhosamente com o apelido de Stinky foi comprado pela família e restaurado para que se tornasse uma réplica fiel ao veículo utilizado pelo pai de dona Elvira, Ângelo Primo Grassi, no ofício de transporte de toras de madeiras nas décadas de 1940 à de 1960. É tão impressionante que é curto e possui eixo adicionado para extensão do seu comprimento e possibilitar o carregamento das toras na época. A restauração foi executada na Oficina Mecânica e Chapeação Irmãos Grassi, dos irmãos de dona Elvira, no Centro de Celso Ramos. Atrevido, o caminhão Gigante é vencedor e destaque em eventos de exposição de carros antigos Santa Catarina afora.

O Chevrolet Gigante 1942 é de propriedade dos Irmãos Grassi, os 16 homens e mulheres, de Celso Ramos, que respeitam esta relíquia e arrastam os feitos deixados pelo seu pai pela eternidade.

 

A missão encantadora de ornamentar o andor da Mãe do Brasil: Flores e mais flores para Nossa Senhora Aparecida no seu dia 12 de outubro

 

Nossa Senhora Aparecida é a Padroeira do Brasil, venerada no dia 12 de outubro, feriado nacional. A devoção surgiu em 1717, quando pescadores encontraram uma imagem de Nossa Senhora da Conceição no Rio Paraíba do Sul, no Vale do Paraíba, em São Paulo. [Este Rio consiste em um curso de água que banha os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Passa por cidades, como, Barra Mansa (RJ) e São José dos Campos (SP).] A imagem de Nossa Senhora Aparecida foi proclamada Padroeira oficial do país pelo Papa Pio XI em 1930.

 

 

Origem da devoção

 

 

Em 1717, três pescadores encontraram a imagem da Virgem Maria no Rio Paraíba do Sul. Primeiro, veio o corpo da Santa e, em seguida, a cabeça, que se encaixaram perfeitamente. Por ter “aparecido”, a Santa foi chamada de “Aparecida”.

 

 

Milagres e crescimento da devoção

 

 

Após o achado, a notícia se espalhou rapidamente, e o número de devotos cresceu. Foi construída uma capela para abrigar a imagem, e se tornou um ponto de peregrinação. Um dos primeiros milagres relatados foi a pesca milagrosa que os pescadores realizaram ao encontrar a imagem, capturando uma grande quantidade de peixes.

 

 

Proclamação como padroeira

 

 

A imagem foi coroada em 1904 e proclamada Rainha do Brasil e Padroeira Principal em 16 de julho de 1930 pelo Papa Pio XI. Em 1980, a Lei Federal nº: 6.802 decretou o dia 12 de outubro como feriado nacional em homenagem a ela.

 

 

Símbolo de fé

 

 

Nossa Senhora Aparecida é um dos símbolos mais importantes da fé no Brasil. O dia 12 de outubro, além de ser o dia da padroeira, também é celebrado como o Dia das Crianças.

 

 

Curiosidade sobre os 300 anos de Aparecida no Brasil

 

 

Os “300 anos de Aparecida” se referem às celebrações do tricentenário do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, em outubro de 1717, no Rio Paraíba do Sul. As festividades ocorreram em 2017 e foram marcadas por grandes celebrações religiosas, missas, eventos culturais e um aumento no número de peregrinos no Santuário Nacional.

 

 

Dona Elvira há muitos anos cumpre um papel divino e excepcional nos dias em que antecedem ao Dia da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. Todos os anos ela organiza, tinge e fixa cada uma das flores naturais, como lírios, copos de leite, margaridas e rosas, que servem de adorno ao andor que carrega a Santa ao longo do percurso da Procissão Motorizada que inicia na Igreja do Navio, prosseguindo por algumas das principais avenidas da cidade, e termina de volta no Navio. “Este ano as flores eram coloridas, mas normalmente é escolhida uma combinação de tons de uma mesma cor. A diferença de 2025 foi o Ano Jubilar”, explicita dona Elvira.

O Ano Jubilar de 2025 é um Ano Santo da Igreja Católica, celebrado a cada 25 anos, com o tema “Peregrinos da Esperança”. Convida os fiéis a uma jornada de peregrinação, oração e reconciliação para a renovação espiritual e o perdão, com eventos importantes transcorrendo ao longo do ano, especialmente em Roma, capital da Itália. O período começou oficialmente em dezembro de 2024 e se estenderá até 6 de janeiro de 2026.

A Cidade do Vaticano, cidade-estado cercada por Roma, Itália, é a sede da Igreja Católica Romana. É a residência do Papa e está repleta de tesouros da arte e da arquitetura.

Sobre o andor: “Vai um dia inteiro para colocarmos as flores delicadamente, uma a uma, na argila que as segura”, pontua seu Ilário, mostrando fotos do andor sendo montado na fase de armações e apontando para a foto que mostra inclusive a cobertura/capela de proteção da imagem da Santa em dias de chuva. Além de apresentar foto da comemoração dos 50 anos da Paróquia do Navio em uma celebração discreta em sem ser ao ar livre com público em razão da pandemia da Covid-19. Os 50 anos foram completados em 14 de fevereiro de 2021.

Dona Elvira abre o álbinho de fotos em uma página em que há um rosário gigante junto ao andor da Festa de Nossa Senhora Aparecida de 2022. “As contas do rosário são de isopor. Está guardado para ser usado novamente em uma outra data da Festa.” Houve um evento da Festa de 12 de Outubro em que a disposição das rosas na parte de cima da Santa equivalia a sua coroa.

Em 2025, um bolo comemorativo ao Dia da Padroeira Nossa Senhora Aparecida – Festa em 12 de outubro – foi elaborado pelo Pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida do Navio, Padre Álvaro Emanuel da Silva, natural de Itajaí, e pelo Vigário Paroquial da Paróquia do Navio, Padre Gustavo Borges de Souza, natural de São Joaquim. O Bolo do Padre foi leiloado na data. Nas redes sociais – Paroquia do Navio – Nossa Senhora Aparecida / Facebook – @paroquiadonaviolages / Instagram.

 

 

Ano Jubilar e a Indulgência Plenária

 

 

A Indulgência Plenária está relacionada ao Ano Jubilar. Quer dizer a remissão total da pena temporal devida pelo pecado. Perdão concedido pela Igreja Católica, que libera o fiel da obrigação de expiar as consequências de seus pecados já perdoados na Terra ou no Purgatório. Para obtê-la, é preciso cumprir um ato específico (como uma oração ou peregrinação), confessar-se, comungar, rezar pelas intenções do Papa e estar desapegado do pecado.

 

A amizade com Frei Silvério, um amigo de dentro de casa

 

O Padre Franciscano Frei Silvério Weber, frade menor e apóstolo, foi uma das personalidades religiosas e sociais mais amadas de Lages. Nasceu em 8 de julho de 1945 e mudou-se para o plano espiritual no fim da tarde de 4 de março de 2000, prematuramente, aos 54 anos de idade, de infarto.

Pela manhã desta data sentiu dores no pescoço e braços. Frei Ervino o levou ao hospital. Sofreu um 1º infarto. Internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), passou razoavelmente o resto do dia, inclusive recebeu a visita dos confrades e do bispo diocesano, Dom João Oneres Marchiori. No início da noite acabou sofrendo o 2º infarto.

Lages e a Serra Catarinense comoveram-se com a notícia repentina e, entristecidas, participaram, em multidões, das homenagens de despedida na Paróquia Nossa Senhora do Navio.

Frade simples, modesto e despojado, Frei Silvério era conhecido por sua disposição, alegria, entusiasmo e seu incansável apostolado. Faz falta até hoje. Seu testemunho germinam e são frutíferos na história da Igreja de Lages e nos corações dos que o ouviram.

Como o apóstolo Paulo, Frei Silvério tinha pressa de anunciar a Boa-Nova de Cristo. No testamento do Apóstolo Paulo: “Servo bom e fiel, descansa em teu Senhor.” Na sua ficha autobiográfica de 1982, disse de si mesmo: “Reconheço que sou um frade tão feliz e fui chamado por Deus para isso em virtude de sua misericórdia para comigo.”

Em seus 16 anos de trabalho em Lages, com o auxílio do rádio e da televisão, Frei Silvério foi longe, anunciando o Cristo e sua mensagem de salvação.

Suas atividades de Evangelização aconteceram em Lages na Paróquia do Navio em duas ocasiões, em um total de 16 anos: Período de 1974 a 1976 e entre 1986 e 2000. Frei Silvério Weber empresta seu nome à Escadaria do Morro da Santa Cruz, em Lages.

Nasceu em Rio do Texto, localidade de Pomerode. Sua vestição aconteceu em 19 de dezembro de 1966 e contabilizou 33 anos de Vida Franciscana. Sua primeira profissão, em 20 de dezembro de 1967, e profissão solene em 2 de agosto de 1971. Ordenação Sacerdotal datada de 9 de dezembro de 1972, ou seja, 27 anos de ministério.

 

Linha do tempo de sua trajetória:

Atividades na Evangelização

1974 – 1976: Lages/Aparecida do Navio – Vigário Paroquial

1977 – 1979: Forquilhinha – Vigário Paroquial

1980 – 1982: Joaçaba – Pároco da Catedral

1983 – 1985: Pato Branco (PR) – Pároco

1986 – 2000: Lages/Aparecida do Navio – Pároco

 

 

Outro aspecto marcante de sua personalidade era o respeito e a consideração que manifestava pelas posições alheias. Nos estudos e pesquisas dos alunos e confrades, tentava respeitosamente entender os argumentos que lhe eram apresentados em provas e trabalhos, esquadrinhando todos os ângulos possíveis para, de algum modo, avaliar positivamente. Fonte histórica: https://franciscanos.org.br/

 

 

Frei Silvério, uma pessoa da família

 

“Frei Silvério vinha aqui em casa. Ele morava ali na Casa Paroquial da Igreja do Navio, mas sempre estava por aqui. Praticamente todo dia almoçava com a gente. Ele gostava de tomar chá. Um presente de aniversário para Lages? Eu daria Frei Silvério de presente a nossa cidade.” – Recordação de seu Ilário.

 

Frei Silvério ia nas festinhas de aniversário e comia bolo feito pela Família Grassi Zanoni

 

A Família Grassi Zanoni é a típica família que ama guardar momentos lindos em formato de fotos impressas. São vários álbuns de fotografias, todos organizados de acordo com as passagens da vida. Relíquias estão muito bem guardadas, como fotos do Frei Silvério em datas familiares, como o aniversário da caçula Laíse, sentado à mesa junto ao bolo, feito por dona Elvira.

Em outra foto posada é possível ver Laíse vestida de anjo com uma coroinha feita pela mãe. “Para este dia nós fizemos 80 coroinhas iguais a esta”, relembra dona Elvira, apontado para a imagem.

Já seu Ilário, recorda, com a voz mansa de saudade: “Era uma pessoa incrível. Aquela Escadaria é uma bela homenagem. Tem 502 degraus. Eu contei um por um ao subir. Frei Silvério era uma pessoa especial, bondosa, fora do comum.”

Lindas lembranças de uma Lages apaixonante. Em uníssono, a Família Grassi Zanoni diz: “Parabéns, nossa amada Lages.”

 

Obrigada, Família Grassi Zanoni, por ser um modelo tão legítimo, autêntico e especial às famílias lageanas. Saúde!

Série Especial Lages 259 anos: Nosso Orgulho Lageano – Textos por Daniele Mendes de Melo

Fotos: Arquivo pessoal/Divulgação