
Por Joacir Dal Sotto *
Tão frágil, tão tolo, tão poeta, tão embriagado, tão indeciso, tão triste pelo amor que luta para existir.
Alguém chega para ouvir quem quer ser ouvido, eu quero ser abraçado e caminhar.
Eu tento falar e relaxar, mas eu estou cansado e preciso de ajuda para conseguir entender o mundo, o mundo tão cheio de coisas e problemas, o mundo tão poético para os poetas e obscuro para os que são normais, o mundo tão caridoso e ao mesmo tempo tão sinalizador para empurrar o errante ao isolamento, o mundo também está cheio de culpas.
O que vejo é uma cidade, não, é um bairro, sim, aqui bebo o copo da culpa de ter uma sala, aqui vejo uma sala e sinto angústia por estar longe da minha família. A minha casa é muito pequena para o meu mundo, o mundo é pequeno demais para respeitar o andarilho, este que busca ouvir cada mensagem que é dita na direção de auxiliar.
Um tratamento talvez seja uma solução, algo para abrigar o desesperado, algo para abraçar o filho e para isso é que precisa da ajuda como sustento social.
* Escritor *













