Site “Nomes do Brasil” foi atualizado pelo IBGE; dentre as novidades está a inclusão dos sobrenomes
O IBGE publicou nesta terça-feira (4/11) uma nova edição do levantamento de nomes mais
frequentes no Brasil, atualizados pelo Censo Demográfico 2022. Com 248,5 mil Marias e 114,1 mil
Joãos, esses dois seguem como os nomes mais populares em Santa Catarina dentre todas as
idades (ver gráfico 1). Porém, dentre os nascidos entre 2020 e 2022, João (6.384 nascidos) dá lugar
a Miguel: 7,5 mil nascidos neste período foram batizados com esse nome.
A novidade desta edição é a inclusão dos sobrenomes. Silva tem a liderança no Brasil com 34
milhões de pessoas (16,76% da população). Santa Catarina não é diferente: 613 mil pessoas (8,06%
da população) têm o sobrenome Silva, liderando a lista. O conteúdo pode ser acessado por meio da
página https://censo2022.ibge.gov.br/nomes.

O site disponibiliza os nomes e sobrenomes organizados por gênero, período de nascimento da
pessoa e letra inicial. Ao clicar em cada nome, é possível saber o número total de pessoas
registradas e a concentração de registros por localidade, além de uma linha do tempo mostrando a
frequência de registros por década (ver gráfico2).

 

Informativo para a Mídia

 

O IBGE também oferece o cálculo da idade mediana para cada um dos nomes próprios (indicador
que divide o grupo entre os 50% mais jovens e os 50% mais velhos). Em Santa Catarina, a idade
mediana das Marias é de 54 anos e dos Joãos é de 25 anos. Já o nome que desponta depois de 2020,
Miguel, tem 7 anos de idade mediana.
Fatos e curiosidades
O novo site também conta com uma aba dedicada a fatos e curiosidades sobre o estudo dos nomes
próprios. É possível, por exemplo, saber que, segundo o Censo 2022, há mais de 140 mil nomes
próprios e mais de 200 mil sobrenomes diferentes no Brasil. Também pode ser encontrada a origem
dos nomes e como eles foram formados.

 

Nomes no Mundo

Outra novidade do site é o mapa-múndi “Nomes no Mundo”, em que é possível navegar pelo mapa
e descobrir os nomes e sobrenomes mais comuns nos respectivos países. A ferramenta também faz a
comparação com a quantidade de brasileiros registrados com os nomes exibidos no mapa, com base
no banco de dados atualizado pelo Censo 2022.
É possível, por exemplo, selecionar a Itália para ver que o sobrenome mais comum do país, Rossi, é
utilizado por 63,3mil pessoas no Brasil. Ou ainda, visitar a Alemanha e descobrir que o sobrenome
mais comum, Muller, é utilizado por 70,8 mil pessoas no Brasil.
Sigilo estatístico
É importante ressaltar que, dependendo da singularidade do nome ou sobrenome buscado, o dado
poderá ser ocultado para garantir o sigilo estatístico: em caso de termos com menos de 20
incidências no país, por exemplo. É possível, também, que apenas parte das informações referentes
seja disponibilizada, mas o mapa ou gráfico estejam incompletos. Isso também é uma garantia do
sigilo dos dados, evitando qualquer tipo de identificação: na distribuição geográfica, só poderão ser
divulgados quando o termo apresentar incidência maior do que 15 por UF e 10 por município. Essa
proteção também acontece quando os resultados forem filtrados por década.
Mais sobre a pesquisa
O projeto Nomes no Brasil tem por base as listas de moradores dos domicílios em 1o de agosto de
2022, data de referência do Censo 2022. Foram registrados, em dois campos distintos, o nome e o
sobrenome completo de todos os moradores do domicílio informados pelo entrevistado na data de
referência. Ressalta-se que, para fins de divulgação, do campo ‘nome’ considerou-se apenas o
primeiro nome informado e, para o campo ‘sobrenome’ foi feita uma frequência dos sobrenomes,
não importando a ordem em que foram registrados.
As formas variantes dos nomes foram contabilizadas distintamente, conforme registradas na lista de
moradores do domicílio no momento da coleta do questionário. Desse modo, nomes como Ana ou
Anna, Ian ou Yan, Luis ou Luiz, entre outros, foram considerados com a grafia original da coleta.
Também não foram previstos sinais diacríticos (acento agudo, acento circunflexo, acento grave,
cedilha, trema e til); assim, nomes como Antônio, Cauã, Luís, Luísa, entre outros, foram
considerados sem tais sinais.
O sexo dos moradores também reflete exclusivamente a informação declarada no momento da
coleta do questionário. Por essas razões, podem existir diferenças entre os nomes coletados em 2010
e os coletados em 2022.

Superintendência Estadual IBGE em Santa Catarina
Seção de Disseminação de Informações
04 de novembro de 2025