A ligação entre trauma, saúde mental e dor crônica é por que ela pesa mais nas mulheres.

Aquela enxaqueca que derruba, a fisgada nas costas que nunca some, o incômodo que não aparece em exames. No Brasil, 4 em cada 10 adultos convivem com dor crônica, segundo o protocolo Clínico do Ministério da Saúde/Conitec(Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde-SUS) as mulheres são mais afetadas. O mapa global da dor tem rosto de mulher, condições como dores músculo-esquelético, fibromialgia, síndrome do intestino irritável e a dor temporomandibular por exemplo aparecem mais em mulheres, nelas costumam vir com mais intensidade e limitação para a vida diária.

Nem tudo é psicológico ou nen tudo é físico, é biológico, psicológico-social. Experiências adversas na infância, violência e eventos traumáticos em diferentes momentos da vida aumentam o risco de dor crônica na vida adulta. Quando o corpo guarda o susto: trauma, estresse e a dor que “prende”. O sistema nervoso passa muito tempo em alerta, ele começa a reagir a pequenos sinais como se fossem grandes. É como um alarme de fumaça que dispara até com o vapor do banho, esse aumento de respostas é a sensibilização central. Ele aparece em fibromialgia, enxaqueca, síndrome do intestino irritável, dor lombar persistente.

Mulheres recebem menos analgésicos que os homens diante do mesmo relato de dor esse viés somando a estigmas sobre a saúde mental que ignoram a relação multifatorial da dor crônica, ajuda a explicar atrasos em diagnósticos doloroso, como endometriose, em média de 7 anos entre os primeiros sintomas e a confirmação, tempo demais para quem sente dor todo dia!