
RESUMO: O sujeito da educação em um contexto pós-metafísico repõe a problemática do sujeito da educação seguindo o fio condutor da reviravolta linguística. Tendo em consideração a crise da razão (ocidental) e a crítica do sujeito, retoma os questionamentos dirigidos ao esclarecimento moderno (Aufklärung). Busca, dessa maneira, situar a derrocada dos fundamentos normativos da educação (Bildung) em um contexto pós-metafísico.
Diante desse quadro social contemporâneo amplo, radicalmente modificado e, densamente complexo, adentra na conversação teórico-filosófica e pedagógica e busca compreender, no horizonte de uma leitura hermenêutica, o sujeito da educação em sua configuração linguística. Para tanto, analisa, distingue e contrasta a abordagem teórico-metodológica de Richard Rorty (1931 – 2007) e de Jürgen Habermas (1929), autores amplamente identificados com a reviravolta linguístico-pragmática.
O sujeito, em um contexto pós-metafísico, sob o influxo da reviravolta linguística, apresenta-se modesto em suas pretensões, comunicativo em suas interações, intersubjetivo em suas razões. Com base nesses pressupostos, a possibilidade de um sujeito linguístico constitui uma alternativa na compreensão do sujeito da educação. Ao incorporar as demandas do sujeito no plano interativo linguístico-intersubjetivo, o discurso pedagógico renova o sentido da própria tarefa educativa: assegurar, dinamizar e potencializar o caráter dialogal da formação (Bildung), isto é, a educação do sujeito.













