
O presidente Donald Trump anunciou que, a partir do dia 07 de agosto, os Estados
Unidos vão cobrar uma taxa de até 50% de alguns produtos importados do Brasil. Essa
briga comercial vai afetar nosso dia a dia, sem dúvidas. Primeiro, as empresas
exportadoras terão seus produtos suspensos ou comprados em uma escala reduzida,
afetando a produção, gerando desemprego e o baixo faturamento nas vendas.
No primeiro momento, haverá queda nos preços do café e da carne, porque os
produtores terão que vender para não ter prejuízos futuros. Isso é um sinal positivo
para os consumidores, porém, eles podem encarecer a longo prazo. Por isso, ele deve
ser encarado com cautela.
O vestuário e o setor de bebidas, também serão afetados, produtos derivados de soja e
milho e as frutas serão impactados pelas medidas econômicas. Isso vai ter resultados
no bolso da dona de casa, que geralmente é a primeira pessoa a sentir os impactos
diretos desse tipo de política tarifária.
Imagine, na cidade em que você mora, existe uma empresa que exporta roupas para os
EUA e, com o tarifaço de 50 por cento, seja obrigada a vendê-lo para outro campo
consumidor. Uma parte vai para a China, a outra fica aqui pelo Brasil. Para reduzir
custos, a empresa será obrigada a cortar os gastos, demitindo parte dos funcionários.
Com mais pessoas desempregadas, elas terão que recorrer a algum programa ou
benefício social, colocando o governo como um auxiliador da crise.
Os países alvos do tarifaço se unirão para que os EUA não apliquem sanções mais
severas, por isso, os países terão que negociar novas políticas cambiais para favorecer
as exportações e o consumo interno que estará aquecido por um tempo e logo voltará
à normalidade.
E como não houve aumento significativo dos salários nos últimos anos, o negócio é dar
um “jeitinho” se colocar cada coisa em seu devido – lugar.













