Caso de violência gera revolta em fiéis que cobram justiça contra o agressor

 

A cidade de Lages ficou abalada com a notícia de um caso de abuso sexual envolvendo um padre da Igreja Católica e um adolescente de 13 anos. Este é mais um de tantos casos de violência sexual envolvendo sacerdotes e fiéis da igreja. Há décadas, as autoridades eclesiásticas têm enfrentado o problema oferecendo apoio às vítimas e afastando os abusadores das funções sacerdotais.

A Santa Sé realizou um estudo e apontou que havia mais de 300 casos de estupros que foram escondidos do conhecimento dos papas e da Cúria romana. No Brasil, também há casos de abuso sexual que ainda não foram solucionados por falta de provas. Este crime tem algumas características especiais, primeiro, ele é praticado quando há uma relação profunda de confiança entre o agressor e a vítima que, neste caso, vem de algum tempo trabalhado com a mentalidade e espiritualidade das pessoas. 

Os problemas envolvendo a prática do sexo entre pessoas e sacerdotes da igreja remontam ao século IX quando o padre e teólogo Pedro Damiam através de uma obra literária chamada o livro de Gomorra, condenou a masturbação, o incesto e outras práticas consideradas lascivas. 

E, por questões ideológicas e doutrinárias, os padres ligados à igreja romana não podem contrair casamento ou ter filhos, devem se dedicar exclusivamente à causa do Cristo. Muito se falou sobre isso, todavia, sem chegar a uma decisão plausível.  

Imagem: Unifoa