
Depois da morte de José Maria nos carrascais de Irani, uma grande agitação tomou conta da região contestada entre Paraná e Santa Catarina. Para a caboclada fanatizada, aproximava-se a hora da “guerra de São Sebastião”. acreditavam que, profeta sertanejo ressuscitava de sua cova rasa e despencaria dos céus – como um raio – para a vingança e o resgate.
E não apenas José Maria voltaria à vida: todos os que havian morrido no combate de Irani iriam se erguer das tumbas numa gigantesca tropa de mortos-vivos: imensa horda molambenta a engrossar as hostes do “exercito encantado”: o legendário “Colosso”, acampado agora no triste arraial de São Bom Jesus do Taquaruçu, lugarejo perdido entre as montanhas de Krijijimbre – e a serra geral dos Kaingang.
Chefiava-os um velho visionário, magriço, dentuço e ligeiro – Euzébio Ferreira dos Santos -, que passava os dias a repetir aos berros:”- Feliz daquele que avistar a cola do cavalo branco de seus Josemaria!!!”













