Certa feita, um distinto professor de filosofia de uma universidade muito conceituada, indagou seus acadêmicos: – Em sua região, como as pessoas são reconhecidas? Pela posição social? Por grande quantidade de propriedades? Pelas roupas que vestem? E eu muito respeitosamente, lhe falo: – por seu sobrenome, assinatura. Na verdade, o que o professor queria saber, como as pessoas eram identificadas e se reconheciam.  Em muitos fatores da vida, essas situações ocorrem diariamente e explicitamente. A sociedade de uma forma, quer “padronizar” pessoas, perfis, comportamentos, conceitos e muito mais. Sabe-se que as pessoas são indivíduos e tem características próprias.

Podemos analisar que no decorrer da história, pessoas e conceitos se transformam e se adequam a períodos e momentos significativos e expoentes.  Neste mini escrito abordarei em breves palavras fatos que aconteceram no período moderno da humanidade e se relacionando a educação especial e aos envolvidos.

No período moderno da civilização que ocorreu entre 1453 a 1789. Nesse espaço de tempo aconteceu, revoluções, tais como a francesa, industrial, desenvolvimento mercantil, iluminismo e a reforma protestante com o Martinho Lutero. Lucidio Bianchetti, em seu escrito, Aspectos Históricos da Educação Especial, inicia seu artigo com um questionamento: que tipo de corpo cada classe dominante, em diversos momentos históricos valorizou como modelo? Eu reescrevo assim: que tipo de pessoa ou corpo a sociedade teve e tem como padrão?

Vou fazer um recorte no período moderno. Era um período desafiador. As pessoas eram julgadas e excluídas de um contexto em que estavam inseridas. Pessoas com deficiência mesmo num período considerado moderno, era rotuladas com expressões de baixo calão. Com a revolução em evidência, as indústrias precisavam de “homens perfeitos” para “realizarem atividades”. Na religião, quem tinha uma deficiência era considerado como um castigo.

O que o mundo precisa de fato ( me refiro as pessoas), é uma mudança radical em seus pensamentos e atitudes. Mais amor e menos “excluir”. As pessoas com deficiência, precisam de voz, seja qual for as suas características. Se outrora, as coisas para as pessoas com deficiência era a limitação física ou intelectual, hoje, depois de muitas lutas e conquistas, abre-se espaço para a oportunidade e valorização. A palavra de ouro é Inclusão! Incluir não mata! Incluir é viver!