29Governo está preocupado com a inadimplência das famílias.

Nas últimas semanas, o país tem acompanhado a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o envolvimento ilegal de plataformas de apostas com crimes financeiros, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Uma das convocadas para prestar depoimento foi a influencer Virgínia Fonseca – conhecida por ter uma vida de ostentação e luxo – e muito requisitada por empresas de apostas para atrair novos jogadores.

 

No Brasil, apenas 14 empresas proprietárias de 66 sites têm autorização do governo para atuar no mercado de jogos online. Por outro lado, existem empresas clandestinas que operam em sites e nas redes sociais. As bets, ou apostas em inglês, têm captado das famílias uma grande quantia em dinheiro que seria gasto no comércio ou com bens e serviços, e de acordo com uma pesquisa realizada ano passado, confirma que os beneficiários do Bolsa Família gastaram R$ 210 milhões em apostas online.

Um jogador pode ganhar muito dinheiro com as apostas e até fazer uma “renda extra” usada para completar o orçamento da família. Todavia, essa prática pode causar o endividamento e a inadimplência – fato este – usado como argumento pelo governo para conter o avanço de novos apostadores e o gasto excessivo com jogos de azar.

Essa preocupação não parece verdadeira, porque é um ramo de negócio que gera bilhões de reais e o governo não consegue pegar uma parte desse dinheiro por meio dos impostos. A população mais vulnerável encontrou nas Bets uma forma de fazer um “extra” que não tem interferência estatal.

É possível que no meio das Bets existam empresas criminosas, mas isso não é exceção, quantas empresas legalizadas no Brasil praticaram crimes contra a ordem econômica e tributária? E quando elas causam problemas sociais, desviando dinheiro de aposentados e pensionistas? O que defendemos aqui é uma lei justa e que permita a legalização deste tipo de jogo, mas sem a “fome” predatória pelo dinheiro que tem o governo federal.